quinta-feira, 3 de março de 2011

Paixão de praia, sobe a serra? Parte Final


(tem que ler a Parte I, pra isso fazer algum sentido. Estou recomendando o óbvio.)

... o fato é que a menina não fez nada também. O clima chegou e foi embora. Não sou menino de cinema, mas ela era. Esperou pela ação masculina que eu não tenho, então concluo assim: Paixão de praia não sobe a serra.

Essa não subiu, nem desceu, nem ficou por lá. Durou 2 segundos e foi embora numa colherada de sorvete.

E eu achando que ia arrumar uma garota bonita, interessante e maneira. Mas tudo pq eu não tive a coragem de lidar com uma possível rejeição, eu não fui pro abate. Será esse o problema de eu escolher minha profissão? Medo de ser um fracasso na minha carreira? Oras, não. Eu só não sei do que gosto. Gosto de escrever, mas eu também gosto de comer e ter teto. Tô na merda.

Esse blog esteve muito tempo parado. E sabe o que mudou na minha vida? Nada. NÃO MUDOU NADA.

Estou achando frustrante? Sim. Pq? Não sei.

Sempre gostei de tudo que fiz. Não tenho responsabilidades nenhuma com ninguém. Mas a pressão externa diz que tenho que ter carro, morar sozinho (mas isso é melhor mesmo, desde que tenha os mesmos benefícios), ter um amor, ter dinheiro, ter filho. Olhem, me parece altamente compreensível que uma pessoa não queira ter filho. Mas diz pra alguém que vc não quer. Sério, algumas pessoas vão te achar muito esquisito. Eu não sei se não vou querer filho pra vida toda, mas me parece ser uma responsabilidade enorme.

Se todos pensassem assim talvez menos problemáticos existissem. De qualquer forma, o problemático aqui sou eu, segundo a mente encantadora de nossa massa brasileira. Se a maioria é burra, a democracia é ruim?

Nunca mais vi Silhueta.